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Porquê uma dieta?

por Perseide, em 28.06.12

Há muita gente que me pergunta o porquê de uma dieta, que me desaconselha a seguir um padrão alimentar tão restrictivo e que diz que se me limitasse a fazer uma alimentação normal que emagreceria.

Mas não é bem assim:

Vou fazer uma pequena retrospectiva pessoal: há cerca de 8 anos atrás mudei para um estilo de vida bastante sedentário e, não bastasse não ter reduzido o que ingeria, ainda comecei a comer alimentos mais calóricos. E inevitavelmente engordei.
Para 1,62m chegar a pesar 65kg (acho que cheguei aos 67kg uns meses) já é indicador de Sobrepeso (IMC>24). Era algo que me fazia sentir mal e que todos os dias pensava mudar. Mas nunca passava daí: “pensar”. Até que há pouco tempo atrás resolvi deixar de ser passiva e decidir o que queria fazer com o meu corpo.
Comecei a praticar desporto: spinning, step, jogging (como exercício aeróbio), e GAP, pilates e yoga (como anaeróbio). Resultado? Odiava desporto, hoje em dia adoro.
Há cerca de um ano resolvi mudar os meus hábitos alimentares e ganhei (felizmente!) o gosto pela cozinha: no dia-a-dia cozinho pratos muito saudáveis  e com sabor, que é bastante prazeroso!, como raramente fora de casa e evito produtos pré-fabricados .
Tudo isto revolucionou a minha vida! Com estas mudanças emagreci cerca de 5kg, tonifiquei bastante o meu corpo e comecei a sentir-me melhor comigo mesma. Já não era a mesma pessoa de há uns anos atrás.


Say no - Imagem retirada da Internet

Contudo isto não foi suficiente para atingir o peso que busco atingir. A prática de desporto que não seja num nível intenso não me vai fazer
emagrecer mais do que isto, nem comendo de forma saudável!
E porquê? Porque comer de forma saudável é isso mesmo: dar ao nosso organismo aquilo que ele necessita.
Logo, se ele tem aquilo que precisa porque é que há-de queimar as reservas que tem? E sem isso não se emagrece...

Então, para o conseguir é simples: há que criar um balance energético negativo – comer menos do que se gasta/gastar mais do que se come!
- Se eu gasto diariamente 1800kcal e ingiro 1800kcal «+1800-1800 = 0», dá um Balance Energético de Zero: não vou emagrecer, vou manter o meu peso.
- Se eu gasto 1800kcal e reduzir a ingestão de calorias para 1600kcal diárias «+1600-1800=-200» dá um Balance Energético Negativo: aí sim, crio uma privação e o meu organismo vai ter de mobilizar as reservas que tinha acumuladas. Todos aqueles adipócitos, as células que guardam as gotas de gordura, vão ser “chamados” a cedê-la.
É assim que se emagrece. Sem criar um Balance Energético Negativo ninguém, ninguém mesmo, emagrece. Por muito que queira acreditar em milagres, há que ser realistas.

E até quando fazer dieta? Até obter o peso desejado, claro. Mas, e a partir daí?!
Uma dieta equilibrada é para manter para a vida. É lógico que se voltar a comer como antes e não gastar essas calorias qualquer pessoa engordará. Mas também é lógico que comer como antes é errado e é para mudar.
Se sei que não gasto mais de 1800kcal não posso comer 2000kcal por dia!

Uma vez que tiver emagrecido deve-se voltar a comer de forma saudável, voltando a integrar todos os alimentos mas não ultrapassando as necessidades calóricas que se necessitam. E assim esse peso atingido será mantido.
Pode-se abusar, desde que nos dias seguintes se compense.

Compensação é a palavra de ordem, ou chamemos-lhe equilibrio, como qualquer outra coisa na vida!
Se não dormimos uma noite, no dia seguinte vamos ter de repor essas horas de sono. Se acumulámos trabalho durante a semana, quando o fim-de-semana chegar vamos ter de trabalhar e compensar o que não se fez nos últimos dias.
Se comemos um jantar muito calórico hoje amanhã temos de nos moderar para permitir que o corpo gaste o excesso do dia anterior.


Emotional Eating - Imagem retirada da Internet

Muitas vezes o problema reside na força de vontade para mudar e manter os hábitos. É que comer é um acto que nos dá prazer. Aliás, segundo a Teoria Psicanalítica, o prazer oral é o primeiro que experimentamos quando somos crianças e, tal como os outros, perpetua-se na vida adulta. Comer é um exemplo, tal como a sucção do mamilo, o beijo ou fumar. 
Por isso desvincular-se afectivamente da comida, deixar de a ver como algo que nos faça sentir melhor emocionalmente mas sim como algo que vai nutrir o nosso corpo é do meu ponto de vista um grande passo. 

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publicado às 18:26

Dia 28: dia da asneira

por Perseide, em 28.06.12

O nome dado ao dia em que podemos comer de tudo está muito bem atribuído.
O meu foi asneira atrás de asneira. E não admira! Depois de uma semana de privação, ter apenas 24h para saciar a gula reprimida tem esse efeito.
Já que sabia que nos dias seguintes se recupera resolvi aproveitar à grande:
pequeno-almoço com torradas,
três fatias de bolo de maçã - caseiro - ao longo do dia(TRÊS!) 
um almoço quase de festa: arroz, batatas, frango, leitão (!)
Lanchei, comi fruta à vontade, e ainda jantei massa chinesa para terminar o dia em grande.

Cheguei à hora de deitar, mais do que com um peso no estômago, um peso na consciência. É que ainda me pergunto se vale mesmo mais abusar muito um só dia à semana do que um bocadinho todos os dias... Mas parece que sim... está a dar os seus frutos pelo menos.

Acabei por ainda fazer 5km de bicicleta... foi quase uma maneira de pedir desculpa ao meu corpo, mas acho que com tanta caloria ele nem deu por isso! 

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publicado às 13:58

Dia 27: tic-tac, tic-tac

por Perseide, em 27.06.12

Hoje acordei com vontade que fosse dia da asneira!
Começo a fartar-me um bocado de fazer dieta… e isso leva-me a crer que os resultados não são assim tão bons como esperava.
Por outro lado muita gente me diz que nota diferenças... Estou mortinha para que chegue o dia de subir à balança, usar a fita métrica e experimentar roupas novas.
Com o inicio da dieta as diferenças são notáveis sim, mas começa a aborrecer estar sempre tão limitada! Com o calor que tem feito apetecia-me de bom grado um geladinho, nem que fosse um Calippo… mas vou portar-me bem. Falta pouco...

Tinha pensado nem fazer o dia da asneira, para potenciar um bocadinho os resultados. Mas da maneira que isto vai prefiro mimar-me um bocadinho e depois talvez continuar mais uns tempos a dieta, para lá dos 31 dias!

Almoço: Salmão grelhado com tomates recheados
Um dos meus pratos favoritos são “tomates à la Provençale” ou “tomates farcies” que são o legume recheado com carne, queijo e ervas de provença.
A diferença é que esta receita não leva carne, o queijo usado é o feta, mete espinafres e os tomates estão crus!
Sinceramente prefiro a versão original: depois de recheados os tomates passam à frigideira, com um fiozinho de azeite e são abafados com uma tampa. O tomate fica mole mas bastante saboroso!
Esta opção é mais fresca mas o recheio também fica muito bom! Aconselho abusar dos espinafres e cortá-los em bocadinhos para a mistura ficar mais homogénea.

              
                       Tomates farcies epinards et féta - Imagem retirada da Internet

Jantar: Como teve de ser leve e frio inventei alguns dos alimentos permitidos… fiz uma pasta d atum: 1 lata de atum, 1 colher de sopa de queijo Philadelphia, ½ iogurte e sal. Teria ficado perfeito com pedacinhos de legumes a acompanhar!


E vocês, não têm problemas com as tentações de verão? 

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publicado às 11:03

Que é isso do IG e Hidratos de Carbono Complexos?

por Perseide, em 25.06.12

Ao iniciar uma dieta hiperproteica há algo que sai imediatamente do nosso dia-a-dia: hidratos de carbono.

No entanto, o nosso corpo está habituado a usá-los como a sua principal fonte de energia! O que acontece se o privarmos disso? Uma vez que só tem proteínas e lípidos disponíveis (=gorduras), vai ter de ir buscar os hidratos de carbono armazenados (=glícidos/açúcares)

Cada um destes três tipos de nutrientes (proteínas, glícidos e lípidos) é utilizado de forma diferente, mas todos eles convergem na mesma meta para nos fornecer energia.

Mas, e porque um bom começo se faz pelo princípio (fora a redundância) antes de chegar a uma situação de privação, o que acontece quando ingerimos Hidratos de Carbono? Ou seja, ante uma refeição considerada normal:
Quando os ingerimos, os hidratos de carbono são digeridos a moléculas muito pequeninas, os “açúcares”. Talvez os nomes monossacarídeos, dissacarídeos, polissacarídeos lhes soem. É a mesma coisa: todos eles representam açúcares mais ou menos complexos.

Já todos fizemos análises em jejum à glicemia para ver os seus níveis sanguíneos. Pois bem, a glicemia (ou “concentração de glicose no sangue”) é o resultado da transformação dos hidratos de carbono em glicose – um açúcar que as nossas células vão utilizar para desempenhar as suas funções. Embora possamos fazer uso da energia que as proteínas e os lípidos têm, a glicose dos hidratos de carbono é a maneira mais eficiente que o nosso corpo tem. (Há uma razão para os pratos de massa que os atletas consomem antes da provas!)
E por esta razão é que fazemos análises em jejum: depois de comer, começamos a transformar os hidratos de carbono ingeridos e a glicose sobe para valores muito mais altos que o normal (a glicose elevada é uma das características da diabetes)

E o que acontece a essa glicose que está no sangue? Como é que ela chega ao interior das células para estas a utilizarem nas suas funções? Graças à insulina.
Insulina é uma hormona produzida no pâncreas que tem a função de captar essa glicose  (açúcar) sanguínea para dentro das células.
Na Diabetes Tipo I  o pâncreas não secreta uma quantidade suficiente de insulina. Por isso não é captada e os valores sanguíneos aumentam muito.

Portanto, quando ingerimos hidratos de carbono, a glicemia aumenta. Como o nosso corpo detecta que há muita glicose no sangue, libera-se insulina que a vai armazenar – vai guardar esses açúcares.
Se os açúcares forem simples (“pequeninos” em termos de moléculas; exemplo, sacarose, o típico açúcar branco de mesa) chegam muito rapidamente à corrente sanguínea e são também retirados muito facilmente do sangue pela acção da insulina. Então a glicemia diminui rapidamente. A isto chama-se um “Pico de Glicemia”.
O que acontece então? O nosso cérebro detecta essa baixa de glicemia e dá ordens para que seja reposta – sentimos fome. E o que é que nós fazemos? Comemos, ainda que não precisemos de mais comida.
Por outro lado, se ingerirmos açúcares complexos (exemplo, aveia, cereais integrais), estes são retirados mais lentamente da corrente sanguínea. Deste modo, não ocorre aquela diminuição brusca da glicemia e sentimo-nos saciados durante mais tempo.
Por isso há que privilegiar a ingestão de hidratos de carbono complexos. Estamos a comer aquilo que gostamos mas de forma mais saudável.
Ou que é como quem diz: alimentos com baixo Índice Glicémico.
Esta é uma dica que costumo aconselhar a toda a gente, desde que tive a minha própria experiência pessoal:



(Imagem retirada da Internet)
Gráfico demonstrativo da variação de Glicemia ao longo do tempo, mediante a ingestão de um alimento com Alto Indice Glicémico versus um alimento com Baixo Índice Glicémico:

- A curva vermelha representa um alimento constituído por açúcares simples, por exemplo, o açúcar de mesa, e que contém um Alto Índice Glicémico. Como vêem, a subida dos níveis de açúcar no sangue - glicemia - é muito rápida. Em pouco mais de meia hora atinge o seu pico máximo, para rapidamente descer. Ao fim de duas horas os níveis de açúcar estão quase a zero. É aí que o nosso cérebro vai interpretar que temos fome, por assim dizer.
-A curva verde representa um alimento com um baixo Índice Glicémico. A subida dos níveis de açúcar no sangue é muito gradual, assim como o seu desaparecimento. Na verdade não forma nenhum pico nem há variações bruscas da glicose! No fim, os seus níveis permanencem assim durante mais tempo, o que nos dá uma sensação de saciedade prolongada.
 


Costumava comer cereais ao pequeno almoço (dos típicos que compramos em pacote: cheerios, corn-flakes, etc) ou torradas de pão branco. Mas cada vez que chegava a meio da manhã tinha sempre fome! E recorria obrigatoriamente aos meus pacotinhos de bolachas.
Desde que comecei a comer aveia ou pão integral de manhã noto que aguento muito melhor. Continuo a fazer lanches a meio da manhã quando acordo mais cedo, e quando o desgaste é maior, mas muitas vezes chego ao meio-dia sem sentir fome. Noto perfeitamente a diferença! 

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publicado às 12:30

Dia 25: Centrum, Help!

por Perseide, em 24.06.12

Ultimamente tenho estado mais atenta às minhas unhas: estão num estado lastimável, nunca as tinha visto assim.
Se eu já tenho uma tendência natural para que lasquem então agora, além de estarem todas lascadas, ainda partem! Horrível, tanto pela estética como pela sensação. Até custa a lavar a loiça...
Alguém a quem tenha acontecido o mesmo? É que pelo que consegui apurar não costuma ser um efeito secundário deste tipo de dietas.

Já me disseram que é falta de cálcio: mas as unhas não são feitas de cálcio, e sim de queratina – a mesma substância que constitui o cabelo. Por isso é que os problemas de queratina estão associados a alterações ungueais e capilares.
Curiosamente, a queratina é uma proteína, por isso não tem muita lógica que uma dieta hiperproteica cause problemas deste tipo.
Há também a hipótese que tenha uma anemia ferropénica... 

Vou esperar pelos resultados do exames sanguíneos, mas entretanto começei a tomar Centrum
Pelo sim pelo não mais vale prevenir e tomar umas vitaminas. Não faz engordar -  pelo menos directamente, ao contrário dos mitos,  - e se estiver com alguma carência pode ajudar!


Almoço: Perninhas de frango parmesão
Estava bastante animada para este almoço. Frango + parmesão soa a coisa boa!
No entanto acho que errei a receita desde o início: temperei o frango sem tirar a pele das pernas. Ok, pode ser normal em algumas receitas, mas neste caso… parmesão em cima da pele não tinha interesse nenhum! Resultado: a carne não ganhou o tempero e acabei por desfiar as pernas e repetir o tempero já no meu prato.
Nota para a próxima vez.
Com uma saladinha a acompanhar no final, depois de corrigida, ficou boa!

             
                   Pernas de frango com limão e cenopura - Imagem retirada da Internet

Jantar: sopa
não gosto nada dos jantares de sopa. Adoro o prato, mas frustra-me o facto de só poder comer gelatina além disso. Se ao menos tivesse uma peça de fruta de sobremesa faria toda a diferença!
Mas se é gelatina, gelatina será!

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publicado às 09:32

Dia 24

por Perseide, em 23.06.12

Hoje sinto-me realmente mais leve. As diferenças são notáveis e os amigos já disseram que estava mais magra! As blusas e camisolas ficam bastante folgadas no abdómen e inclusivamente nos braços! Estes eram um problema que me estava a chatear… apesar da ginástica localizada ajudar a mantê-los mais tonificados, com uma camada adiposa por cima as diferenças não são muito visíveis. Agora já se vêem mais definidos e prontos para o verão!

Como faltam apenas 7 dias, hoje resolvi dar o tudo por tudo: eliminei os hidratos de carbono da manhã e fiz uma omeleta com fiambre e queijo. E pra ter uma dose de cálcio, adicionei queijo fresco batido com uma pitada de adoçante! Uma delicia.

Almoço: Rolos de salmão fumado.
Adoro salmão, em todas as suas vertentes. Até em sushi, o único peixe que tolero é mesmo este. Gosto do seu sabor particular e distintivo, que fica tão bem com os cítricos. Contudo, tudo o que é de mais enjoa, e tento fazer um certo cuidado especial no que toca ao fumado.

Neste caso, os rolos de salmão fumado recheados com queijo branco batido e salmão fresco, ficaram bons mas acho que há aspectos a melhorar. Juntei folhinhas de fiolho à mistura.
O molho de fiolho e limão é um clássico a acompanhar salmão em França. Além disso eu poria mais que o sumo de um limão para cortar o sabor do salmão fumado. Algum tempero que lhe desse um toque menos enjoativo?
Parece-me também que se forem feitos com avanço e refrigerados algumas horas ficam melhores...
Aparte isso é um parto muito bom para almoços de verão. Bastante fresco e perfumado. O que não deixa contudo de o tornar pesado: recordo que as proteínas são de digestão mais difícil e lenta. Por isso terminei com o meu querido chá de menta - um aliado precioso para uma digestão mais fácil.

           
                 Smoked Salmon Rolls - Imagem retirada da Internet

Jantar: sopa
Volta à rotina da sopa. Eu, que raramente faço sopa na minha vida (apesar de adorar), parece que vou ter de aprender os pequenos truques. Além dos ingredientes que estão indicados (courgette, cebola e alho-francês) juntei um bocadinho de espinafres e fiolho. Uma maravilha! Aquele toque limonado deu-lhe leveza, perfeita para o verão!
É pena que não dê para variar muito as sopas com esta dieta... sopa sem cenoura e sem batata é mesmo esquisito. 
Haverá que tentar a couve-flor...

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publicado às 07:22

Comidas contra o tempo

por Perseide, em 22.06.12

Em época de muito trabalho fica tudo dificil de gerir! E não são só as actividades quotidianas, ou blogs - mas a dieta também!
A vontade, na escassa hora de almoço, é chegar a casa e comer coisas que não dêm trabalho nenhum a fazer.
Nestes dias há duas opções:
- deixar a maior parte preparada na véspera: com dois inconvenientes... há receitas em que isso não é possível (isto quando se quer seguir o livro da dieta à séria) e depois porque às vezes, depois de um dia cansativo a última coisa que me apetece é ficar na cozinha a pensar no dia de amanhã até altas horas da noite.
- a alternativa é fazer a minha refeição salvadora: grelhar carne/peixe e acompanhar com um mix de legumes.
Desde que vi os franceses comerem qualquer tipo de legumes a acompanhar fosse o que fosse fiquei inspirada! E hoje em dia prezo mais isso que arroz, batatas.... e fico-me por aqui que a minha relação com a massa é muito especial! :-)
Na verdade, com um fio de azeite, sal, alho e algumas ervas aromáticas dá pra fazer salteados óptimos e com imensa variedade! Ultimamente tenho usado também o molho soja pois é permitido nas dietas. Com um especial cuidado com o sal - hipertensos! - pois está presente em grande quantidade no molho. E além dos hipertensos... para o lado feminino o sal também é um inimigo da celulite e da retenção de água! 

Curiosamente, ontem estive à conversa com uma investigadora da área de medicina-farmacologia e por um acaso fiquei a saber que o trabalho dela é na área da gluconeogénese (um mecanismo do nosso corpo para produzir glicose - o açúcar que usamos como energia) e ainda ficámos um tempo a discutir nutrição e a importância do índice glicémico - que é a base da dieta dos 31 dias!

Além disso alertou-me para os perigos das dietas hiperproteicas e da importância que os controlos têm: monitorizar a função renal é fundamental. Os aminoácidos, que constituem as proteínas, quando transformados pelo nosso corpo, dão origem a substâncias muito pesadas. Segundo ela, a mínima alteração que possamos ter - ainda que não dê sintomas numa situação normal - pode ser irreversivelmente alterada e causar-nos grande dano.
Os rins são um bem precioso, por isso todos se devem certificar que não há nenhum problema ao iniciar estas dietas.
Insuficência Renal, cálculos, malformações congénitas (rim em ferradura, rim pélvico..), glomerulonefrites... enfim, eu diria que qualquer um destes casos seria uma contra-indicação. Mas o melhor mesmo é consultar um médico ante essa suspeita. (ainda que aviso já: o mais provável é que a maioria contra-indique este tipo de dietas)

Eu já estou a planear as minhas análises! Sem me preocupar demasiado, mas porque prevenir é a base da nossa saúde.

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publicado às 23:23

Dia 18: doce? "que é isto?!"

por Perseide, em 15.06.12

A fome insaciável que sentia ontem hoje já não se fez tanto notar, mas continuo com a sensação que estou inchada e que a dieta não está a fazer efeito nenhum esta semana!
Ainda assim, vou conter a vontade de me pesar até ao fim desta 2ª fase. Que é como quem diz, o dia 31.

Uma particularidade a notar: desde o início da dieta que tenho comido frequentemente ao pequeno-almoço os meus já habituais flocos de aveia com iogurte. Simplesmente deixei de por adoçante.
Usava adoçante à base de Stevia, que dizem ter menos malefícios que o Aspartamo, mas ainda assim achei que devia reeducar-me e eliminar a vontade dos doces – que é o que mais me faz pecar.

Mas esta manhã analisei os valores nutricionais e conclui que um bocadinho não ia alterar nada à dieta. (Estava a precisar de um mini-mini-miminho)
Pois bem, encontrei o sabor esquisito! Demasiado doce, na verdade! E olhem que pus menos do que costumava. 

É a segunda vez que reajo assim frente aos doces: no fim-de-semana havia já tomado um café com açúcar que se revelou quase intragável! Parece-me que é a confirmação que o meu cérebro se está a desabituar ao sabor doce! Um dos meus principais objectivos! 
O que me parece que não vai embora é a vontade de um bolinho, um chocolate (mesmo preto, daqueles com 70% de cacau.. que delícia) ou um pãozinho fresquinho (que tenho evitado mesmo pela manhã).

Almoço: Frango com manjericão
o manjericão é conhecido de todos pelas suas propriedades aromáticas. Apesar disso, especialmente por não gostar do aroma, esta foi a primeira vez que o utilizei em cozinha!
O frango ficou delicioso! Molho soja+limão+manjericão… imaginem! Ficou com um paladar fantástico e que apela ao verão que já se começa a fazer sentir.
Há que ter cuidado para não deixar queimar o molho e por isso manter o lume brando.
Juntei-lhe de companhia uma salada de alface e tomate. Um óptimo prato para estes dias de calor! 
            
              Frango com limão e manjericão - Imagem retirada da internet

Lanche: pasta de limão
Já me perguntaram várias vezes o que é que como ao lanche. Apesar do fiambre de peru e queijinhos light serem as minhas principais escolhas, de vez em quando há que variar. 
Esta pasta surpreendeu-me!
Fiz uma mistura com Philadelphia, iogurte, sumo de limão e legumes às tiras. Revelou-se saciante para um lanche e ainda para correr e fazer ginástica localizada!

Jantar: sopa
Aproveitei a que tinha feito ontem, com um bocadinho de gelatina de sobremesa.
Hoje pareceu-me que fiquei mais satisfeita e já não achei tão esquisito jantar apenas isto!

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publicado às 23:36

Dia 17: balanço na balança

por Perseide, em 13.06.12

Chegou o momento de finalmente subir à balança. A vontade não era muita, e custou pegar na fita métrica.
E se não visse nenhuma mudança? Não parava de pensar nisso desde que acordara... Acho que me desmotivaria para continuar a dieta.

E na hora da verdade...
bem... as medidas não se alteraram muito… Menos 1 cm aqui e ali… Esperava mais ao fim de 15 dias de algum sacrifício, confesso! Mas talvez até seja bom para duas semanas. Se calhar estou a exigir demasiado e a querer resultados rápidos, do género "alcachofra-que-emagrece-7kg-numa-semana".
Na balança o ponteiro baixou para os 59kg! Queria muito ter baixado mais um quilinho, mas pelo menos consegui o que não alcancei em anos: passar o ponteiro pra baixo dos 60! É esquisito ultrapassar aquela barreira com o 6. Quis atingi-lo durante tanto tempo... mas só agora me apercebo que não fazia nada para o conseguir.

Pelo menos isto já me motivou para continuar a rotina!

Almoço: Quase lasanha
Sou uma adoradora de massas e cozinha italiana. Estava empolgada para ver o resultado desta!
É uma receita com carne, queijo e ovos que realmente dá um sabor similar à lasanha… mas sem massa, claro está!
Mais um pitéu a aproveitar para mais tarde (se bem que a massa original seja insubstituível quando dá mesmo aquela vontade).
Há que ter em atenção o tempo que se deixa o prato no forno: na receita apenas está indicado deixar até dourar. Resultado: primeiro ficou pouco tempo e com uma consistência demasiado liquida; depois voltei a meter ao forno e fui buscar uma quase-lasanha demasiado cozinhada e seca. Entre as duas, prefiro a versão mais liquida e fresca!
Experimentem que vale a pena! E não nos sentimos culpados!

Jantar: Sopa e gelatina
Foi o meu primeiro jantar só de sopa, implicando que isso e gelatina fossem os únicos alimentos permitidos após as 18h30. Nestes dias nem sequer se podem comer os alimentos permitidos sem limite, como o fiambre de aves por exemplo.
Cozinhei a sopa com os ingredientes lá indicados: 2 courgettes, 2 cebolas, 2 alhos-francês e espinafres. Resultado: de novo comida a mais! 
Fica já para depois de amanhã que o jantar volta a ser do género.
Embora já fizesse antes jantares quase só com sopa, custa um bocadinho ficar aquele tempo todo sem comer mais nada... É pelo menos a mim a gelatina a mim não me satisfaz. 
Mas é isso mesmo: nem uma frutinha, nem um queijinho. Vai mesmo obrigar o corpo a queimar as reservas!

                 
                 Soupe de courgette aux épinards - Imagem retirada da internet

O dia de hoje custou a passar..
pela manhã sentia um desejo enorme de coisas doces!
Espreitei as amêndoas que ainda sobraram da Páscoa, cobertas de chocolate… invejei o pão de trigo que vi comer aos outros… mas controlei-me! São só mais 14 dias, está quase! Tento pensar que estou a meio. Agora é a contagem decrescente.
E daqui a 3 já é Dia da Asneira. Sem dúvida alguma que permite ganhar força de vontade para seguir com isto adiante.

Cá pra mim este desejo de coisas doces tem a ver com a TPM! ;)

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publicado às 23:27

Dia 16: custa voltar aos eixos

por Perseide, em 12.06.12

Estes dois dias têm sido mais complicados de seguir... Terá sido por ter abusado dos hidratos de carbono no fim-de-semana?
Já estava a gostar de voltar a comer de tudo... E de repente, regresso às Proteínas & Cia Lda!
Mas não é por isso que vou ceder à tentação! I can!
Quando a fome aperta há umas cenourinhas, fiambre de peru, queijinhos e outras coisas boas com que matar a fome!

Almoço: Salsichas enroladas em couve lombarda (receita do dia 3)
Esta foi uma das receitas que deixei para mais tarde porque achava bastante simples e rápida. Não tinha couve lombarda em casa pelo que usei folhas de repolho. Não façam isto...
O resultado não é de todo o mesmo!As folhas de repolho ficaram bastante duras (mesmo após as ter cozinhado previamente alguns minutos)....
Fica a nota para tentar de novo, mais tarde e com os ingredientes correctos.

                 
                  Enrolados de salsicha - Imagem retirada da internet

Jantar: Bacalhau na broa

De nome traiçoeiro, a verdade é que a receita tem de ser adaptada… sem a broa!
Tudo em prol de um prato saboroso, sem quebrar as regras.
Não conhecia o prato original e apreciei bastante a mistura do bacalhau com a cebola e os espinafres que é sugerida no livro!
Contudo, e apesar do sal e da pimenta, acho que falta um temperozinho para sublimar o sabor.
Sugestões para um prato destes? Salsa, louro, estragão talvez? 

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publicado às 23:43

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